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A GRANDE BOLA DE NEVE COM A FALTA DE ATITUDE

Há mais ou menos dois meses atrás, eu tive esse tipo de conversa com minha professora de empreendedorismo na faculdade. Na nossa conversa, começamos a discutir o porquê o metal nacional ainda não se despertou mercadologicamente.

E analisando a entrevista feita pela Débora com o Fabiano do THE ORTHER realmente minhas idéias tem feito certo sentido. A verdade é que, de fato, o metal nacional é de nível amador porque todos que envolvem o metal o tratam de forma amadora. Não existe um meio que consegue mudar se somente poucos aceitam querer mudá-lo.

É no simples fato de empurrar a culpa um para o outro, infeliz atitude brasileira, que faz com que ainda tenhamos um mercado pouco viável para grandes tours lucrativas, grandes vendas de CDs e tudo mais.

De vários problemas podemos ver a incapacidade do público de assimilar as verdades sobre o que é ter uma banda, sobre os gastos que isso acarreta, e a necessidade de receber um pouquinho de grana para continuar tocando. Nisso o publico se vê como o salvador da banda por não comprar um CD, pois “quem leva o lucro é a gravadora e a banda só ganha uma parte”, infeliz conceito já batido há anos luz. Nessa inocência podemos ver até a reclamação de preços de shows sendo que a esmagadora maioria não comparece em 60% dos eventos realizados, consumir dentro do evento é bem menos ainda.

Dentro da visão de ignorância do público, os produtores agem como tal e absorvem essa visão de público não procurando saber como fazer para que os shows fiquem mais acessíveis. No mundo capitalista que hoje o maior lucro é diluir os valores em uma quantidade maior de produtos, venderem mais ingressos com menor preço daria mais publico e mesmo lucro para o felizardo.

E até hoje me pergunto, por que raios os produtores não procuram patrocínios decentes para seus eventos? O metal não tem mercado consumidor? Com uma simples conversa sobre exposição de mídia, viabilidade de consumo fez com que a senhora professora ficasse de boca aberta em saber como esse meio anda desleixado.

Por final vemos as gravadoras, bandas e mídia especializada, que também não possui muitas que mexem de forma profissional nesse mercado. As bandas tocam a troco de nada ou simplesmente pagam para tocar, pois são elas que servem de “patrocínio” para shows grandes em nosso país (lamentável). Mídia especializada é a única que viu a parte lucrativa do negócio, mas ainda esta longe de descobrir que banner em site para apenas sustentar o seu domínio não é nada além de trabalhar de graça.

Das gravadoras tenho apenas que citar o quanto a maioria delas fazem a mesma coisa que os produtores, comem em cima daqueles que a fazem crescer, muitas pegam todos os direitos forçando a própria banda a pagar a prensagem sem ganhar um tufo por isso. Afinal, o nome da gravadora deve valer mais não é mesmo?

Atribuímos a esse colapso do mercado nacional a todos nós, daqueles que tentam de forma profissional aos sucumbidos por esse sistema pelo simples fato que, querendo ou não, certas coisas somos obrigados a fazer mesmo a contra gosto para poder atingirmos o mercado Europeu e Americano. Sendo assim, manipulamos o amadorismo para conseguirmos mexer com um mercado que possui uma total visão mercadológica dentro do metal e vai continuar até alguma atitude ser tomada.

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