Notícia publicada quarta-feira, 02 de fevereiro de 2011

Conforme a banda vai tendo seus day offs (dias de folga da turnê) os músicos da banda RED FRONT vão mandando notícias para os amigos e pessoas que curtem o trabalho da banda saberem a quantas anda sua primeira turnê em terras europeias.

Desta vez a banda mandou um tour report bem detalhado falando mais sobre o dia-a-dia das viagens, dos shows e das inusitadas situações que só acontecem quando você viaja fazendo shows mundo afora. Veja abaixo o que Léo escreveu:

3º Dia (18/01):

Esse terceiro dia de Tour veio para provar que mesmo do outro lado do Atlântico o titulo de banda mais azarada do mundo ainda é nosso! Fizemos uma curta viagem de Slupsk para Gdynia ainda na Polônia, chegamos muito cedo no bar e ele ainda estava fechado, o jeito foi curtir as belezas naturais de Gdynia, primeiro fomos ao mirante de onde se pode ter uma visão privilegiada da cidade onde a segunda guerra mundial começou, depois fomos a uma praia para ver o mar báltico e tivemos um encontro curioso com um grupo de cisne e para fechar visitamos o Museu que fica ao lado dessa praia.
Votamos ao bar lá pelas 17 horas, a primeira banda já estava por lá, era uma banda de Thrash 80’s com um nome muito estranho que nenhum de nós até agora conseguiu lembrar, a ordem das bandas foi: Banda Local – HeadBanger – RED FRONT, apesar do público ser em menor numero em relação ao primeiro show todas as bandas mandaram muito bem e agitaram muito o público, no nosso show o curioso foi um cara que comprou uma pizza, sentou em um lugar ao lado do palco e ficou lá assistindo nosso show e comendo. Ao final do nosso som algumas pessoas vieram elogiar a banda e dizer que já conheciam nosso som pelo myspace, e ainda tiveram a cara de pau de pedir desculpas porque a casa não estava cheia o bastante, vê se pode!
Agora você deve estar se perguntando: por que os caras são a banda mais azarada do mundo? Bom saindo desse show nós encontramos com os promotores do evento, um casal muito simpático (mas que pelo nível de álcool no meu sangue eu não lembro o nome) que nos levaram para dormir em sua casa, o problema era que a casa deles ficava em outra cidade (algo como fazer uma viagem de São Paulo para Santos).
Faltando uns 3km para chegar a casa desse casal nós fomos parados pela polícia polonesa, e o baterista da banda HeadBanger que dirigia a nossa van teve que fazer o teste do bafômetro, eu estava no carro da frente junto com o casal e fiquei tranquilo porque sabia que Radoslav não tinha bebido nada, foi então que veio a surpresa, Radoslav tinha 0,10 de álcool no seu sangue quando na Polônia o máximo permitido é 0,9. Por 0,01 Radoslav perdeu sua carteira de motorista por seis meses, na hora todos entramos em desespero, no segundo show isso acontece? Íamos ter que cancelar todo o trabalho de mais de um ano? A sorte é que a carteira de motorista brasileira é valida aqui também, então de banda convidada passamos a motoristas dessa bagaça, agora Marq, Marcelo, Bradock e Oscar se revezam na direção enquanto eu fico de madrugada atualizando o Orkut, myspace e twitter e durmo na van.
O mais curioso foi que isso nos ajudou a nos aproximar mais dos caras da HeadBanger, como todo europeu de inicio eles pareciam frios conosco e o papo não engrenava de jeito nenhum, quando Radoslav voltou ao quarto desolado e com 12 latas de cerveja na mão nós pensamos: bom nessas horas o melhor é beber para esquecer os problemas, então vamos fazer isso juntos e dar uma força pro cara!” nessa noite conversamos até as 4 da manhã e bebemos todas as cervejas da casa, creio que começamos bem essa amizade.

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4º Dia (19/01):

Hoje nosso destino foi a capital da Polônia, WarSaw, Bradock foi o primeiro a dirigir e se saiu muito bem, o que a necessidade não faz? De bração com B maiúsculo, Bradock virou o melhor motorista de van de todos os tempos, agora ele já pode voltar ao Brasil e comprar uma van escolar (risos). Chegamos no inicio da noite a WarSaw e logo que paramos a van uma fina camada de neve começou a cair, todos ficaram meio abobados com a novidade- Olha cara, é neve! Que foda! – mais em 20 minutos descobrimos que a neve é como uma chuva que cai e vai te molhando aos poucos (risos), uma hora depois de começar a nevar tudo em volta do Rock Luxemburgo ficou completamente branco, creio que esse foi o fator para o show ser o com menor publico até agora.
Antes de começar o show nós e os caras do HeadBanger começamos a beber umas cervejas e a virar pequenos shots de vodka para esquentar uma hora Junior guitarrista da banda nos desafiou a tocar de cueca como fazíamos no Brasil, bom vocês sabem que dar corda pra doido não é uma coisa muito inteligente a se fazer, ainda mais quando esses loucos são brasileiros e estão bêbados de vodka polonesa! Logo no primeiro som os tênis saíram voando, no segundo as calças jeans deram lugar aos mijões (são calças apertadas que servem para manter a temperatura do corpo), no terceiro eu, Oscar e Marq estávamos sem camiseta, o público foi ao delírio até os caras do HeadBanger entraram na festa, o vocalista Martim tirou a camiseta e cantou ‘Territory’ com a gente. A Circle of Hate foi a cereja no bolo, eu e o Oscar tiramos os mijões e tocamos só de cueca, apesar de pouco publico esse foi o show mais RED FRONT até agora!
As surpresas não acabaram por ai, na saída do show fomos ao hotel que a organização escolheu, era como um albergue da juventude, quando entramos no antigo prédio, que fica a alguns metros da principal avenida de WarSaw (muito bonita por acaso), não conseguíamos parar de reparar que tudo nesse hotel era muito novo, a madeira das camas tinha aquele cheiro forte de verniz, foi quando o casal dono do Hotel vieram pedir desculpas pois o hotel ainda era novo e algumas gavetas não iam fechar e que era uma honra ter uma banda do Brasil como primeiros hospedes, isso mesmo fomos os primeiros a testar o lugar. Pela manhã a dona do lugar pediu para tirar uma foto conosco para guardar de recordação e dizer que nós fomos os primeiros as se hospedar por lá!

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5º Dia (20/01):

Esse talvez tenha sido o show mais estranho de todos os que fizemos, por conta da troca de motorista e a neve na estrada chegamos um pouco atrasados a cidade de Katowice, em nosso ultimo show na Polônia nos deparamos com varias situações bizarras, logo que chegamos ao bar percebemos que se tratava de uma casa abandonada que foi transformada em uma casa de shows, o público estava misturado entre bangers com coletes de patch, bangers mais modernos com camisetas do Pantera, Devil Driver, Machine Head, Punks e SkinHeads. Logo que eu entrei no bar e começamos a distribuir algumas demos um careca bem gordo e baixinho me abordou para perguntar o que nosso nome significava, eu dei a explicação mais simples e verdadeira, RED FRONT é um nome forte que prende a atenção, o cara disse que mesmo assim parecia um nome comunista e que isso não o agradava e perguntou de onde a banda era, quando eu disse Brasil a expressão carrancuda do cara mudou na hora – ‘OH Brazil? I LOVE BRAZIL!’ – pela primeira vez minha nacionalidade me tirou de um grande problema, logo chegaram mais dois Nazis, uma garota e mais um cara grande e começaram a nos perguntar sobre o que nós pensamos sobre o mundo, politica, economia e até homossexualismo, a Polônia é um país com uma economia frágil e com uma carga racista muito forte, esse panorama faz com que o aparecimento de grupos de extrema direita nacionalistas seja algo quase que natural, questões como nomes e símbolos que remetem ao comunismo, nazismo ou a qualquer ideologia são levados muito a serio por aqui, o ódio que eles alimentam hoje é contra o islamismo, pelo o que pude perceber dessa conversa imigrantes turcos, romenos e chineses são acusados por roubas os empregos e o dinheiro do povo Polonês e por isso uma perseguição seria necessária, a única coisa que eu tive a dizer nessa situação é de que o povo brasileiro tem uma característica quase genética a acolher outras nações pois a nossa história e característica foram construídas dessa forma.
Conseguimos dar nó em pingo d’agua dessa vez, os nazis não nos importunaram a noite toda e o show foi muito bom, o problema foi só para dormir, não fomos a um hotel, tivemos que dormir no próprio clube, lembram que eu disse que era uma grande casa abandonada? Na parte superior subindo as escadas o dono do lugar montou varias salas para ensaio, nosso destino foi dividir três colchões de casal para 8 caras em uma dessas salas, tento como suporte dois aquecedores muito sem vergonha, o jeito foi encher a cara o máximo possível e desmaiar, passamos um frio do caralho mas aqui tudo vale a pena, só o heavy metal pode te proporcionar isso baby!

6º Dia (21/01):

E a sina de carregar a cruz da banda mais azarada do metal nacional continua, a noite passada foi a mais fria de todas até agora (-3 graus), graças a isso a bateria da nossa van foi para o espaço, acordamos cedo, pois a viagem até a Eslovênia é longa mas com isso perdemos pelo menos 3 horas e meia para arrumar tudo. Não desejo nem para o meu pior inimigo que ele tenha que empurrar uma van cheia de equipamentos no meio da neve, parece que você pega fogo por dentro e congela por fora e não desejo que você tenha que empurrar a van de volta ao estacionamento porque o tranco não deu certo – Pensando bem eu desejo isso para o Restart o Fresno e ao Nxzero, mas como eles nunca vão sair do Brasil pra isso… – o jeito foi comprar uma bateria nova para van e colocar nosso caminhoneiro Oscar, o Força Brasileira, para dirigir o mais rápido possível. Estamos chamando Oscar desse jeito pois depois do encontro com os Nazistas todos nós ficamos muito indignados mas o Oscar ficou mais puto do que todo mundo, ‘Porra não vou abaixar a cabeça não, vou encara de frente, o máximo que eles podem fazer é me deportar por ter batido nesses caras’ desde então Oscar fundou o Força Brasileira na Europa (risos).
Tivemos que sentar a pua na estrada para chegar a tempo em Roznava na Eslováquia, pegamos muita neve pelo caminho em uma estrada que lembrava muito a de Santos, cheia de curvas, foram momentos tensos não dava pra ver um palmo a frente do carro. Chegando lá fomos recebidos por um casal muito simpático, já deu pra perceber que ser brasileiro por aqui funciona como uma carta de boas referencias, todos gostam de saber coisas sobre o nosso país, aprender palavrões e o caralho, só de chegar no bar e ver casa cheia deu pra perceber que na Eslováquia as coisas seriam quentes e depois de horas na estrada, com fome, frio e cansado nós tínhamos que descarregar as energias no palco e comemorar o aniversário do RED FRONT (21/01) em alto estilo.
O show foi um arregaço, fomos a segunda banda de três, uma banda da cidade fez a abertura e o HeadBanger fechou a noite. Nos fins de semana o rolé vai até mais tarde na Europa então fomos dormir na casa dos donos do bar, lá o tratamento foi de rei, boa comida, muita cerveja na faixa e vodcas para brindar essa noite tão especial, na casa moravam a dona do bar com o marido o irmão e sua mãe, uma velinha muito simpática que bebia mais que eu o Oscar e o Marcelo juntos, no decorrer da noite eu virei uns 8 copos de vodca enquanto a velha ficou acordada com a gente até as 5 da manhã e tomou mais de 10 copos daquilo, como decorrência da babedeira eu consegui dormir em cima de uma mesa que ficava no corredor da casa, e logico que quando os caras acordaram tiraram o maior sarro da minha cara. Eslováquia já está se mostrando um país muito foda para o RED FRONT.

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7º Dia (22/01):

Você conseguiria escolher o melhor dia da sua vida? Agora eu consigo, nosso segundo show na Eslováquia foi de longe a melhor coisa dessa viagem até agora!
A cidade de Rimavska fica a apenas alguns quilômetros da cidade de Roznava, chegamos cedo dessa vez, a hora que eu entrei no bar eu quase cai pra trás, tinha umas 300 pessoas lá dentro, logo que entramos Domini, o organizador do evento veio nos saudar com muita alegria, ele disse que era uma honra ter o RED FRONT tocando no seu evento e que hotel, alimentação equipamentos para o show estavam tudo ok e que se precisássemos de qualquer coisa era só gritar, “e cerveja?”, ele nos explicou que a casa só ia liberar o espaço para o evento se as bandas pagassem pela própria bebida (85 centavos de euro na garrafa…), então nós olhamos e pensamos, ok já vai ser foda tocar aqui, a breja a gente banca!
Domini nos mostrou o backstage, uma sala separada para todas as bandas do evento, com um lugar separado só para o RED FRONT, todos vieram conversar com a gente, saber um pouco mais sobre a banda do Brasil, esse festival foi muito interessante porque misturou todos os tipos de público, eram 6 bandas de vários estilos, Thrash 80, Thrash Core, Scremo, New Metal e etc, isso só prova que na Europa o público não se segrega e em pequenas cidades as bandas se juntam mesmo pra fazer um bom som, como íamos tocar por ultimo (Sim me senti o Head Linner (risos)) tivemos tempo pra conversar MUITO com a galera, parece que está escrito na sua testa – BRASILEIRO – distribuímos mais de 200 demos nesse show para a maioria da galera que estava por lá, era tanta gente que não teve nem como montar a lojinha, a gente não dava conta de tantas pessoas vindo falar com a gente, em muitos momentos o camarim foi o melhor refúgio para nós, enquanto a gente conversava e fazia um rateio para a cerveja a organização mandou dois daqueles barris de Heineken para nós, foi muito foda ser tão bem tratado em um lugar tão longe de casa, nessas horas é que nós vemos a diferença da cena do Heavy Metal brasileiro para a cena da Europa, todas as bandas tinham água e refrigerante a vontade, comida e uns salgados rolando no camarim, foi realmente muito foda ter esse tipo de tratamento, vou sentir muita falta dessa parte.
Bom, como eu disse fomos a ultima banda, e na hora do nosso show a casa estava bombando, o único problema foi o tamanho do palco, era bem pequena pras nossas macacadas, a gente nem tinha começado e na passagem de show já tinha neguinho abrindo roda e batendo em todo mundo, quando começamos pra valer a casa foi a baixo, musica após música a galera perdeu totalmente a noção, pra você ter uma ideia havia duas pilhas de caixas do som ao lado do palco, a galera da segurança teve que segurar o equipamento pra galera não subir em cima ou derrubar. Quando tocamos Sepultura só faltou jorrar sangue na gente, o circle pit comeu solto, a galera pulava junto, batia palma e pirava muito nos sons próprios, como sempre fechamos com a Circle of Hate, só de ver aquele bando de eslovaco gritar HATE comigo e abrindo um Wall of Death incrível foi o bastante pra escolher esse como o melhor dia da minha vida e o melhor show na Europa até agora.
No final do show nos não conseguíamos sair do palco de tanta gente que vinha nos cumprimentar, os caras falavam coisas do tipo vocês são foda, tem que tocar nos grandes festivais daqui, quando eu ouvi seu som na internet eu senti muita adrenalina, mas ao vivo foi monstruoso. Tudo isso serve para nos dar força para aguentar todos os perrengues dessa jornada metal peão, depois de muito papo ainda fomos convidados pela galera a ir pra uma grande casa de jogos na cidade, tinha sinuca, pebolim, roleta, poker, era como um pequeno cassino, lá a galera não parava de nos pagar bebidas e então tivemos que dividir a equipe, alguns foram para hotel dormir e outros ficaram lá com a galera.

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8º Dia (23/01):

Eslováquia foi palco de um show muito importante, em termos de público foi bem tranquilo, mas nós tivemos a oportunidade de conhecer um Scott, os Scott’s são lugares abandonados e invadidos por grupos anarquistas e lá eles montam algo como centros de cultura onde promovem shows de bandas do mundo todo (algumas bandas fazem tours inteiras pela Europa só fazendo shows em Scoots) e fazem um tipo de trabalho social com dependentes de drogas e etc. Quando chegamos ao local ficamos bem apavorados porque como eu disse é um lugar abandonado que é invadido por grupos de punks (você consegue imaginar isso?), no caso desse Scott nos anos 80 ele era um grande centro esportivo com uma enorme piscina para prática de polo aquático, hoje essa piscina serve para grandes festivais no verão, ou melhor dizendo servia, a prefeitura da cidade iria tomar o lugar um dia depois do nosso show.
O melhor foi saber que os organizadores desse Scott ouviram nosso som e fizeram questão de nos levar até a Eslováquia e ainda descobrir que íamos subir no mesmo palco do que nada mais nada menos do que Ratos de Porão, os caras tocaram lá três vezes e fechar as atividades dessa casa foi uma grande honra. Como o RED FRONT é a banda mais cagada do universo nós tivemos a ilustre presença de um doido no palco dançando junto com a banda com um escafandro na cabeça. Foi muito divertido fazer esse show e conhecer esses centros de cultura que existem em toda a Europa, ao final da apresentação um cara veio conversar com a gente ele, ele veio da Itália só para nos assistir, a cada show que passa nós nos surpreendemos mais com o quanto nossa música viajou nesse pouco tempo de banda, vamos ver como vão ser as coisas na Inglaterra.
Infelizmente o único problema que nós tivemos nesse dia foi ao final dos shows, o Scott é um lugar sujo, se você me entende, e nós realmente precisávamos de um banho, então tivemos que buscar um hotel para ficar, como os caras do HeadBanger não tinham dinheiro eles queriam dormir na van, o que era impossível com o frio de menos 1 grau que fazia lá fora, então depois de muita discussão os caras resolveram ficar em um hotel junto com a gente.

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9º Dia (24/01):

Tente imaginar um dia que poderia não existir, imaginou? Pois bem esse dia aconteceu com a gente no nosso primeiro Day Off, como eu disse os caras do HeadBanger não tinham dinheiro para um hotel e foi a maior briga para conseguir fazer as mulas polonesas entenderem que nós precisávamos ficar em um hotel e não congelar na van, nós estamos no meio da Eslováquia e tínhamos uma viagem de mais de 1400km para fazer até Londres, qual a melhor opção nessa situação? Para os poloneses o melhor era dirigir até a casa de um amigo deles, só que a casa desse amigo ficava na HOLANDA, a 1200km de Kranj na Eslováquia, moral da história: Nunca viaje com poloneses, nós tivemos que dirigir mais de 21 horas para chegar em Istilburg na Holanda… lá vamos nós!

Para conhecer mais sobre o RED FRONT e agendar shows, acesse:
www.redfront.com.br

Sites Relacionados:
www.myspace.com/bandaredfront
www.metalmedia.com.br/redfront