Notícia publicada quinta-feira, 11 de setembro de 2014

HMB: E você acha que essa ótima relação entre todos na banda, faz com que o trabalho seja mais dinâmico?
Digger: Com certeza, com a gente não tem frescura, eu geralmente componho todas as músicas e meio que já faço o arranjo na mente, como não sei tocar porra nenhuma de cordas eu demostro com efeitos sonoros na boca (risos), faço a guitarra na boca, ai os caras vão criando em cima, o Takeo é um gênio cara, ele pega muito rápido o que eu quero dizer, e ele faz exatamente aquilo que imaginei, o Takeo tirando a linha de guitarra é muito mais fácil para os outros, outro detalhe também é a nossa linha musical, é simples não tem segredo, este bom relacionamento é importante pelo simples fato de além de sermos uma banda, somos amigos, frequentamos as casas uns dos outros, trocamos ideias de outros assuntos e isso facilita muito o processo para um crescimento de uma banda, não é porque sou eu quem componho e imagino algo que os caras não podem ter outras ideias e colocar em prática, ficando melhor até do que a ideia inicial que eu tive.
Enfim, não somos que nem o Ramones que ninguém se olhava, apesar da semelhança musical em matéria de simplicidade ser um fato, nós nos damos bem, somos amigos antes de tudo e isso pra mim é muito importante.

HMB: Você acha que a simplicidade da música, torna o trabalho mais fácil de assimilar por pessoas que não tem o dom de tocar algum instrumento ou iniciação musical?
Digger: Sim, acho que sim, eu particularmente curto muito bandas simples, como já falei Ramones, AC/DC, acho que para ter um bom som não precisa colocar quinhentas mil notas, para uma pessoa que quer aprender um instrumento musical seja ele qual for, com uma música fácil e simples você consegue arranhar alguma coisa, mesmo não tendo a noção exata da coisa, qual é a primeira coisa que um batera arrisca fazer de cara já é o começo da Painkiller? Não, com certeza é a batida da We Will Rock You do Queen (risos) pois ela é mais fácil e a partir daí começa caso você tenha interesse, a progredir musicalmente falando.

HMB: Além da simplicidade, vocês cantam na língua pátria, porque optaram por cantar em português?
Digger: Primeiro, porque não falo porra nenhuma em inglês (risos), brincadeira, sou um grande fã de bandas que cantam em português, Harppia, Golpe de Estado, Patrulha do Espaço, Baranga, Carro Bomba, Casa Das Maquinas e por ai vai.
Acho legal isso, estamos no Brasil porra, temos que fazer algo que 100% dos fãs entendam, muita gente escuta uma música em inglês e está pouco se fodendo para o que a letra diz, quer saber de bater a cabeça e pronto, mais muitas vezes a letra pode estar mandando você “tomar caju” e você nem ai, e outro detalhe é a pronuncia, para você fazer uma letra em inglês é mais fácil, porém você tem que ter um inglês fluente, não da pra cantar robotizado, o brasileiro quando canta em inglês canta como se estivesse lendo sei lá é estranho, são poucos que conseguem cantar em inglês com naturalidade.
Tiro o chapéu para o Pompeu do Korzus e o Tom Cremon da King Bird, que são exemplos de como cantar em inglês.

Leia a entrevista completa pelo link:
http://hmbreakdown.blogspot.com.br/2014/09/carlos-digger-muitas-vezes-me-calo-pra.html

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