Notícia publicada segunda-feira, 05 de setembro de 2011

Já não é de hoje que a NERVOCHAOS é uma banda que dispensa apresentações e não é de hoje que conhecemos toda a gana e vontade de vencer desse grupo que, aliado a sua qualidade musical vem dia-após-dia construindo uma estrutura sólida no meio underground e sendo hoje considerada uma das principais bandas de Metal do Brasil. Após grandes turnês na Europa, América do Sul e Brasil, a banda acaba de confirmar shows na Índia e Nepal. Isso mesmo: Índia e Nepal! Mais uma prova do poderio dos paulistas.

E é encima do palco que o grupo se destaca, quase que uma ‘segunda casa’ para os músicos do NERVOCHAOS. Dona de uma discografia de quatro álbuns de estúdio, demos e agora um mais que bem-vindo álbum Ao Vivo, a banda não cansa de vencer desafios e sempre olha pra frente, para a vitória. Conversamos um pouco com o baterista e fundador da banda, Edu Lane, que nos conta um pouco desta máquina de guerra chamada NERVOCHAOS. Confira:

Vamos começar a entrevista falando da ‘Lord Of Chaos Tour 2011’ na Europa, afinal de contas, poucas bandas brasileiras e até mesmo mundiais conseguem fazer tantos shows em tantos países em apenas 31 dias. Como foi essa experiência?
Edu Lane: Foi realmente sensacional essa experiência. Esta foi a nossa segunda turnê pela Europa e com certeza a melhor até o momento, em todos os sentidos. Tivemos a oportunidade de tocar em paises que nunca haviamos visitado. Ser a banda suporte do RAGNAROK durante a turnê inteira e ter uma boa infra-estrutura. Nós acreditamos que uma banda se faz ao vivo, tocando constantemente e ao máximo, sempre. Tudo isso é fruto de muito trabalho e dedicação. Queremos para a próxima turnê, conseguir tocar ainda mais.

Apesar do cancelamento de dois shows, como reportado nos diários de turnê, a banda acabou fazendo uma enormidade de shows, mais ou menos o lance de pegar busão-tocar-pegar busão todos os dias. Como fica a parte física dos músicos? Chegou uma hora que as coisas ficaram difíceis, que o cansaço pegou?
Edu Lane: É realmente complicado. Tocar numa banda e estar em uma longa turnê é mais difícil do que parece. Desde o primeiro dia o esquema era descarregar e montar os equipamentos, passar som, fazer o show, desmontar e carregar os equipamentos. Daí entrar no ônibus e seguir para a próxima cidade, o próximo show. Claro que rola um cansaço físico, a alimentação é complicada e muitas outras coisas mais. O essencial é amar aquilo que se faz, pois assim conseguimos força e energia para concretizar as coisas.

Vocês dividiram o palco e a turnê com os noruegueses do Ragnarok, uma das bandas que mais vem crescendo no mundo. Como era o relacionamento de vocês, afinal de contas era praticamente 24hrs por dia vendo os caras?
Edu Lane: O pessoal do RAGNAROK é muito correto, profissional e descobrimos que são praticamente brasileiros como nós. Eles são humildes e foi uma excelente combinação e uma grande oportunidade para nós. No início estavamos preocupados como poderia ser, mas depois nos tornamos grandes amigos e tudo isso facilitou bastante a realização da turnê.

Depois de vários anos como frontman, Daniel Blasphemoon deixou a banda depois de um disco super bem aceito e uma grandiosa turnê europeia. Apesar da banda estar calejada no que se refere em mudanças de formação, mudar um vocalista é sempre mais difícil. Qual foi o momento mais difícil nessa mudança toda?
Edu Lane: É sempre muito complicado mudanças de formação. Acho que o pior momento nisso tudo foi perceber que ele só realizou o que aconteceu depois de ter sido mandado embora. Algo como “só dar valor depois que se perde”. Afinal convivemos juntos por seis anos e nos tornamos amigos. Nunca é agradável demitir alguém, em especial um amigo, um companheiro de banda que esteve na batalha durante tanto tempo. Mas não foi nada pessoal e é tudo em prol do bem e do melhor para a banda.

Vocês optaram por uma solução ‘interna’ colocando o guitarrista Guiller na função de vocalista também. Como está a adaptação dele? Já está 100% adaptado a tocar e cantar?
Edu Lane: O Guiller foi vocalista em outras bandas antes de entrar no NERVOCHAOS. Nós simplesmente percebemos que não precisariamos passar pelo tortuoso processo de seleção e escolha de um novo vocalista uma vez que temos um atualmente na banda. Já estamos entrosados e nos parece a solução mais correta e a melhor opção. O Guiller está totalmente adaptado a tocar e cantar, inclusive nós já fizemos uns seis shows com ele como vocalista. É claro que com o tempo ele evoluirá ainda mais e muito em breve estará totalmente seguro na função.

Esse ano a banda realmente entrou no mapa mundial das grandes bandas de Death Metal, afinal de contas após a turnê pela Europa e pela América do Sul a banda acaba de confirmar shows na Índia! O que passa na cabeça de vocês no momento?
Edu Lane: Muito obrigado pelas suas palavras. É gratificante demais ter reconhecimento pelo árduo trabalho durante estes 15 anos. Sinceramente, nós não ficamos pensando nisso, estamos trabalhando forte com a banda e buscando os objetivos que traçamos.

Já faz algum tempo que a NERVOCHAOS é considerada como uma das principais bandas do Metal nacional, mas depois do lançamento de ‘Battalions Of Hate’ ano passado, a banda vem chamando ainda mais a atenção, mesmo com downloads ilegais e tudo mais. Vocês acham que esse é o momento do NERVOCHAOS?
Edu Lane: Essa turnê que estamos finalizando, foi a maior até o momento em nossos 15 anos de existência. Estamos vivendo um bom momento, mas acredito ainda termos muito mais potencial para momentos como esse no futuro. O sucesso para nós é a banda estar na ativa, gravando e lançando álbum; e fazendo turnês. Fazemos música extrema que definitivamente não é para qualquer um, não temos a pretensão de ser do ‘mainstream’. Forever underground!

A banda se prepara para lançar o tão esperado álbum Ao Vivo. Como andam as preparações? O que o público pode esperar desse CD?
Edu Lane: É verdade, sempre sonhamos em lançar um disco ao vivo e finalmente vamos conseguir concretizar este sonho. Gravamos o disco durante a turnê européia de 2011 e o público que nunca viu a banda ao vivo poderá ter uma idéia do que é um show nosso. Já aqueles que curtem a banda, podem esperar um disco bem sujo e agressivo. Também incluimos duas faixas “raras”, para que as pessoas que curtem a banda e não puderam adquirir o material na época que foi lançado, pudessem conferir e ter estas faixas. Uma é o cover do Brutal Truth, lançado no tributo a banda (que só saiu no exterior) e a outra é a faixa inédita que gravamos para o projeto HAMLET. Além de oito faixas ao vivo.

Quais os planos futuros da banda? Podemos esperar um DVD?
Edu Lane: Após o lançamento do CD ao vivo, vamos focar na composição e gravação do nosso próximo álbum. Pretendemos lança-lo no início de 2012 e em seguida iniciar a nossa nova turnê, onde queremos tocar ainda mais shows do que nessa última turnê que estamos finalizando. Claro que ainda temos alguns sonhos que queremos realizar e com certeza um deles é lançar um DVD da banda. Quem sabe conseguimos concretizar mais esse sonho em breve.

Contato para shows e merchandise: nervo666@hotmail.com

Sites Relacionados:
www.myspace.com/nervochaos
www.metalmedia.com.br/nervochaos
www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=3852307